Folha do Canadá

Tuesday, July 22, 2008

Wagon welcomes you!

Post rapidinho só para falar sobre esse serviço chamado Welcome Wagon. Antes de qualquer coisa, o crédito vai para o blog Aventura Canadense, pois nesse post falaram sobre ele. Depois que li sobre a experiência deles, fui na página do Welcome Wagon e, mais uma vez, tive certeza que é pro Canadá que eu quero ir.

Trata-se de um grupo de pessoas (não sei exatamente se devo descrever como uma empresa, pois o serviço é todo gratuito) que acompanha as famílias nos momentos que estão passando por alguma mudança importante em suas vidas, como um casamento ou a chegada de um bebê. E, claro, quando você está chegando numa nova comunidade.

Pelo que andei lendo no site, você preenche um formulário e, então, um “conselheiro” irá visitá-lo, para te dar as boas-vindas na comunidade, tirar as dúvidas que você tenha e levar uma cesta com vários produtos e cupons de desconto. A partir de daí, você pode contar com eles para começar sua nova vida na região.

Infelizmente, eles não estão presentes em todo o Canadá, mas estão na maioria das cidades escolhidas pelos novos imigrantes. O serviço parece tão bom que a gente fica até desconfiado, sabe? Quer dizer, eu fico. Mas acho que vou experimentar quando chegar. Afinal, eles existem desde 1930, então, só pode ser coisa boa.

Para quem é recém-chegado ou já está fazendo as malas para ir, fica a dica. Para os que já foram, alguém usou o serviço?

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Escrito por K, às 11:52.

Friday, July 18, 2008

Afinal, Toronto é ou não segura?

Hoje, lendo meus feeds, me deparei com um post no Building Bridges sobre uma reportagem do The Star que, mais uma vez, traz estatísticas fresquinhas (foram divulgadas ontem) da criminalidade no país. Muita coisa para escrever sobre o assunto, afinal, adoro números! Vamos por partes…

Primeiro, a matéria trata dessa grande dualidade que existe entre os números e a sensação de insegurança que muitas pessoas que vivem em Toronto têm. A questão é que os números da violência na cidade são sempre baixos, mas os jornais, diariamente, trazem notícias de homicídios, roubos, etc. Vale a pena ler a matéria porque discutem a origem dessa questão. Quem for lá, não deve deixar de ler pelo menos alguns dos comentários feitos pelos leitores, que quase sempre enriquecem ainda mais o jornal. Li vários e muitos dizem que se sentem seguros, que nunca viveram uma situação de violência, enquanto outros morrem de medo de visitar amigos em Scarborough, por exemplo.

Mas é claro que, quanto à estatística, eu fui buscar os números na fonte, que é o site Statistics Canada. Na verdade, esse estudo é divulgado todo mês de julho pelo Canadian Centre for Justice Statistics tendo como base os crimes reportados à polícia no ano anterior, no caso, 2007. O trabalho completo é gratuitamente divulgado on line e pode ser comprado em versão impressa. Eu já li e fiz minha anotações, que, claro, dividirei com vocês (passe o mouse sobre as palavras sublinhadas para ver os números).

Em relação aos crimes em geral, Ontário (5.228 por 100.000 habitantes) superou a província de Quebec (5.517), ficando com a menor incidência de todo o país. Quatro províncias ficaram consideravelmente acima da média nacional, são elas: Alberta, British Columbia, Manitoba e Saskatchewan

Desses crimes (”em geral”), um em cada oito são violentos. O que dá um grande alívio, já que, além das taxas serem sempre baixas, a violência estará presente numa freqüência ainda menor. Ter algum bem furtado não é uma boa experiência, mas se esse fosse o maior problema aqui no Rio, talvez o nosso projeto Canadá nem existisse. Voltando à violência, o país registrou as menores taxas de crimes violentos dos últimos 20 anos (fala sério, vocês não amam o Canadá?!). Em primeiríssimo lugar, com a menor taxa, portanto, vem Prince Edward Island (palmas para o príncipe!!!); em segundo lugar, reafirmando sua imagem de província segura, Quebec; e, em terceiro lugar (rufem os tambores…), Ontário!

Mas é aí que a vaca torce o rabo (é isso mesmo? Eu nunca sei essas frases populares…). Apesar de estar na terceira província menos violenta da terra do Maple, Toronto apresentou o maior número de homicídios, em termos absolutos, e o maior desde 1992. É nisso que a maioria das pessoas que acham que Toronto está mesmo violenta se baseia, pois diz que a cidade só aparece bem nas estatísticas em valores proporcionais porque tem a maior população do país. Por esse raciocínio, é como se a grande população servisse para diluir a realidade de violência.

Agora vocês vão me dar licença, porque não dá pra concordar com isso, né? É muito claro que nós só temos a real noção da violência num lugar se fizermos um estudo proporcional. Ora bolas, se uma cidade tem 100.000 habitantes, dos quais 50 são mortos num ano, e outra, com 50.000 habitantes, tem 40 mortos num ano, não dá pra dizer que a primeira é mais violenta que a segunda. A outra teve um impacto muito maior para a população do que a primeira, apesar desta ter tido um número maior de homicídios. Dessa forma, considerando a população total, cidades como Winnipeg, Calgary e Vancouver, entre outras, apresentam taxas de homicídios maiores do que em Toronto.

Em 2007, houve 594 homicídios em todo o Canadá, tendo a ilha do príncipe, novamente, se destacado com a taxa de homicídios em 0 (o que não significa que não houve nenhum, mas, proporcionalmente, chegou muito perto de 0, tanto que o valor foi arredondado). Todo o país apresentou queda no índice, principalmente British Columbia, que atingiu o menor valor desde 1964. Uma grande melhora! As exceções foram as províncias de New Brunswick, Manitoba e Ontário. A cidade de Quebec não teve um homicídio sequer, fato que tinha acontecido pela última vez em 1981 (não dá para negar que esses franceses sabem administrar uma cidade, né?).

Por outro lado, em relação aos crimes de invasão de propriedade particular (não sei se a tradução está realmente apurada, o termo em inglês é “break and enter”), a província francesa ficou acima da média nacional, enquanto Ontário teve o melhor desempenho de todas. Nos roubos de veículos, a situação se repete, sendo que Ontário teve pouco mais que a metade da média canadense. Esses últimos índices, no entanto, não são surpresa para Alberta, British Columbia e Manitoba, que ficaram muito além da média nacional. Essa última ficando assustadoramente acima.

Por fim, apenas uma curiosidade em relação aos crimes relacionados à drogas. A cada dez crimes, seis estão relacionadas com maconha. Acho que esse também é um dado tranquilizador (Por favor, não misturem as coisas. Sou contra drogas, nunca usei, experimentei ou cheguei perto de alguma.), pois a maconha, infelizmente, é encarada por muita gente como uma droga aceitável, “legal”. Eu não concordo, mas devo confessar que fico aliviada de ver que crimes envolvendo drogas mais pesadas, como cocaína, apresentam índices bem pequenos.

Fora isso, é importante lembrar que, se comparados com os números brasileiros, os índices canadenses são ridiculamente pequenos, mesmo nas cidades consideradas mais violentas. Até porque, por aqui, a polícia contribui muito pra isso (se é que vocês me entendem…).

E por hoje é só, pessoal. O post ficou grande (e deu um trabalho enorme!), mas é um assunto que muito me interessa, além de ser essencial para a pergunta que aflige todos nós: pra onde ir?

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Escrito por K, às 15:54.

Thursday, July 17, 2008

Móveis novos, mais dinheiro.

Categorias: CWL, Canadá

Já começo logo o post confessando que ele está aqui só pra eu parar de ver aquela minha foto toda vez que entro no blog. Trata-se de uma matéria que li no início de junho e que anotei na pasta “posts futuros”, mas acabei não escrevendo sobre ela.

A cidade de Toronto receberá 26.000 peças de “móveis para as ruas” no mês passado. Estão renovando lixeiras, bancos, abrigos de ônibus, etc (não sei se já começou ou ainda vai começar). Muito legal essa renovada na cidade, mas eu mesma me surpreendi com a notícia porque, no mesmo período, o jornal vinha noticiando a crise pela qual a cidade está passando. Falta de dinheiro para os projetos, decisões de cortar daqui para colocar ali. E daí eles anunciam mobiliário novo??? “Péra lá!”

A empresa responsável pela mudança será também responsável pela manutenção do material pelos próximos 20 anos e claro que está recebendo muito bem para isso, mas, por outro lado, eles esperam que a cidade ganhe bastante dinheiro com as propagandas que serão colocadas nos abrigos dos pontos de ônibus, por exemplo. Com isso, o prejuízo não seria tão grande e, dependendo da procura pelos anúncios, o ganho pode superar as expectativas.

Ah, sim. E a cidade não ficará só mais bonitinha, não. Algumas novidades, como as lixeiras, trarão melhorias como pedais para que você não tenha que abrir a tampa com as mãos. Não sei quanto a vocês, mas tenho nojo de jogar o lixo na lixeira lá do prédio. Sempre vou direto lavar as mãos na volta. É bom saber que o prefeito também se preocupa com isso…

Bom, é isso. Agora a foto já desceu :)

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Escrito por K, às 13:45.

Tuesday, July 15, 2008

Agora sim…

Categorias: Meu diário

PS: Vocês sabem que eu só não me produzi pra foto pra não deixar a Gisa (La Bundchen, para os desconhecidos) com inveja, né? Sabe como é… Ela acha que só ela pode ser bonita no mundo!

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Escrito por K, às 20:26.

IA: A whole new world!

Meu grande dilema é o que eu vou ser quando crescer. Para quem não sabe, sou formada em Direito, o que não serve pra nada no Canadá, a não ser pra dizer que eu tenho curso superior. Depois de pesquisar salários e mercado, estava decidindo fazer Direito de novo (o salário médio de um advogado é 100.000 dólares/ano), apesar de não gostar da coisa. E acho que depois de seis anos de faculdade e cinco anos aqui no meu trabalho posso dizer que não gosto mesmo.

Já comentei que existe uma enorme, cansativa e cara trajetória para alguém advogar no Canadá. Isso ficava me remoendo. Ficava pensando em que emprego arrumar até lá, como fazer para manter a faculdade (que dizem que é uma das mais difíceis), trabalho e ainda ter um filho. Ficava angustiada. Até que, há um mês mais ou menos, minha angústia chegou ao auge e uma conversa com papai me fez ver a luz (rs)!

Primeiro, ficou muito claro que eu devia parar de pensar e programar algo que só deve acontecer daqui a oito meses e me preocupar mais com o que fazer agora. Porque a angústia de ver minha vida “pré-Canadá” parada também era grande. Então, eu devia arregaçar as manguinhas para colocar a mão na massa desde já, independente da mudança, mas sem prejudicar os planos para a mesma.

Então, começamos a pensar no que eu poderia fazer. Direito não é a minha e isso já está mais que claro, então era a hora de explorar novos horizontes. Olhando para a minha vida, meu dia-a-dia, é muito óbvio que eu devia estar fazendo algo ligado à tecnologia, computadores e tal. A famosa “área de TI” (Tecnologia da Informação). Peguei um livro que eu já tinha sobre CSS (o primo mais novo do HTML) e comecei a “fazer”.

Só de começar o livro já fiquei muito mais calma. Continuei minhas pesquisas sobre o Canadá, mas agora tenho outro objetivo, que é aprender algo novo. Que maravilha! Mas, como a gente não se “cura” do dia pra noite, eu comecei a pesquisar as profissões na área de TI, o que está em demanda, os salários (claro!), os cursos e tal. É um campo gigantesco e eu fiquei mais perdida do que uma agulha no palheiro.

E, então, acho que eu me encontrei navegando pelo site Study in Canada. Li a descrição de Arquitetura da Informação e me identifiquei. É o que faço naturalmente. Vivo reclamando com o marido quando encontro alguma coisa errada no site da empresa onde ele trabalha. Sempre penso “nossa, quantos cliques eu tive que dar pra chegar aqui!” ou “como é possível eu não encontrar essa informação” e, ainda, “que ferramenta de busca horrorosa”. É lógico que o que eu faço é em nível de usuário, já que não tenho conhecimento técnico, mas adoraria ser responsável por deixar um site mais simples e navegável.

Só que nada é tão simples assim… A profissão de “Information Architect” (IA) é muito nova e ainda não é muito aceita nas empresas. Muitos acham desnecessário (talvez seja por isso que existam tantos sites ruins por aí). Além disso, existem pouquíssimos cursos voltados para isso. Nos EUA, existem algumas faculdades que já oferecem graduação especificamente para a área. No Canadá, ainda não encontrei nada. Encontrei alguns mestrados interessantes. Infelizmente, o que mais me empolgou fica em Quebec, então, está fora.

Não vou me abalar. Se é isso o que eu quero, é atrás disso que vou correr. É possível chegar lá passando por cursos de biblioteconomia (information studies) ou de ciência da computação. Como já sei que meu objetivo é lidar com tecnologia, vou pelo segundo caminho. Que faculdade vou fazer ou se vou fazer faculdade, é uma questão que terei que resolver quando chegar lá. Por enquanto, vou aproveitar esses meses aqui para estudar e me familiarizar com algumas linguagens.

Se alguém quiser “palpitar”, o meu plano de estudos é o seguinte: Linux (que sou totalmente ignorante), Apache, MySQL e PHP, para entender um pouco de “LAMP”. Depois, vou pegar um livro de programação para iniciantes e sentir como funcionam as coisas. Além disso, vou me aprofundar em HTML e começar a ler livros sobre Arquitetura da Informação, usabilidade, etc. Sei que tudo isso pode soar meio ingênuo, mas é preciso dar o primeiro passo, né? Esses serão os meus. Alguma sugestão?

Para quem quiser saber mais sobre “Information Architecture”, eis as minhas fontes:

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Escrito por K, às 13:02.

Monday, July 14, 2008

São tantas emoções…

Eu devo fazer outro post ainda hoje, mas sempre gosto de escrever no “calor” do momento sobre as novidades. Então, lá vai.

Há mais de uma semana não recebemos nenhuma correspondência por conta da greve dos carteiros (alguém por aí já ouviu falar em serviço essencial?). Eis que, hoje, chegando em casa, o porteiro diz que chegou uma encomenda e me entrega um envelope.

Quando vi que era uma encomenda que tinha sido entregue pela TNT, pensei: “putz, tanto nervosismo à toa, me deram o visto”! (É a TNT que faz as entregas dos passaportes pelo consulado americano.) Daí vi que estava no nome do marido. Bom, balde de água fria, o suspense do visto americano continua. Mas o que será que está chegando pro marido pela TNT?

Olhei com mais calma e vi o remetende: HSBC Canada. Lá se foi o balde pra dar lugar a outra alegria. São os cartões de crédito! Êêêê, finalmente, eles chegaram! Ah, sim… querem saber o limite??? 10.000 dólares!!! É um limite compartilhado, mas já está bom até demais porque não podemos nem pensar em gastar tudo isso em um mês. Agora eu fiquei sem entender a dificuldade do povo em conseguir um cartão de crédito canadense com um limite decente. A não ser que a gente tenha tido muita sorte, achei tudo bem fácil até aqui.

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Escrito por K, às 19:54.

Thursday, July 10, 2008

Por que, por que, por quê?

Categorias: Meu diário

Por que, hoje, ao sair pra entrevista marcada no Consulado Americano, eu fui toda feliz pensando que já seria tratada como uma canadense?

Por que, apesar disso, eu tinha uma leve sensação de que tudo estava simples demais?

Por que nós temos que esperar duas horas por uma entrevista marcada há meses?

Por que eu resolvi renovar meu visto, apesar de ele ser válido até 2010? (Tá, eu não sou tão maluca. Eu quis renovar porque o visto estava no meu nome de solteira, no passaporte antigo.)

Por que eu tenho disidrose?

Por que a disidrose, com quem aprendi a conviver nos últimos anos e de quem já quase me considero amiga, resolveu aprontar e estar justo no polegar atualmente, quando tenho a entrevista marcada?

Por que não encontram uma cura pra disidrose?

Por que o rapaz, quando tirou minhas digitais, não avisou que elas não estavam boas o suficiente e que eu deveria voltar quando estivessem melhor?

Por que a entrevistadora fez tantas perguntas, muito mais do que fizeram em 2005?

Por que a entrevistadora também não fez o aviso que o rapaz das digitais deixou de fazer?

Por que a entrevistadora invalidou o visto que eu tinha?

Por que, só depois disso, ela disse que “tem que ver se eles vão aceitar as digitais como estão”?

Por que eu vou ficar ansiosa nos próximos dias esperando que alguém do Consulado me ligue para dizer que eu preciso refazer as digitais?

Por que eu só posso refazer as digitais se os meus dedos ficarem bons?

Por que os meus dedos não vão ficar bons se eu estiver ansiosa?

Por que, apesar de nem fazer tanta questão de visitar os EUA, eu estou com vontade chorar?

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Escrito por K, às 15:00.

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