Águas verdes ou azuis?

Águas verdes ou azuis?

Julio acordou com os passarinhos na nossa janela, eu continuei dormindo até o despertador tocar as 6:30… argh! Levantamos, arrumamos tudo, tomamos um café simplesinho e partimos rumo a Banff, comigo na direção. Entramos no Glacier National Park, mas só no final dele paramos num centro de informações e pegamos um mapa da região, com os pontos de interesse marcados. Pagamos pelos dias que vamos ficar nos parques (tudo é pago por aqui…) e continuamos. Nossa primeira parada foi espetacular. Já no Yoho National Park, vimos o Emerald Lake, que, pra mim, tem águas azuis, pro Julio, verdes. Pra nós dois, o lago é lindo e inacreditável. Ficamos por lá um pouco, embasbacados por aquilo tudo. Ah… aprendam uma coisa: chocolate quente e café aqui na América do Norte só são viáveis num lugar especializado.

Depois, paramos na Takkakaw Falls, mas essa parada acho que não valeu a pena. Tem que pegar 15 km de uma estradinha e se chega na cachoeira, mas a visão é apenas parcial porque tem uma fileira de pinheiros no meio do caminho. O legal é que encontramos um bichinho muito simpático.

Mais um pouco a frente, paramos no ponto onde explicam os túneis em espirais por onde os trens passam. Antes deles, os túneis tinham que enfrentar subidas e descidas muito íngrimes, o que gastava tempo e energia desnecessários. A solução foi fazer grandes túneis em espirais. Os trens dão a volta neles mesmos (360 graus) e distância ficou duas vezes maior do que antes, mas eles podem andar 5 vezes mais rápido. Então, valeu, muito, a pena. Pelo que dizia, nos trens maiores, é possível ver a locomotiva saindo de um dos túneis e os último vagões ainda entrando.

Depois viemos direto pra Banff, mas vivemos momentos de tensão quando, preocupados com a bateria do note estar acabando, nos tocamos que a gasolina estava acabando e nenhum posto a frente. Por aqui, fica-se quilometros e quilometros sem um posto de gasolina. A solução foi economizar. Não passei de 90km/h e mantive a rotação em 2000 rpm… no final, ufa, chegamos, mas o ponteiro da gasolina já estava no zero. Sabe-se Deus quanto faltava…

Sobre as estradas por aqui, são muito interessantes. Tem placa pra tudo, até pra avisar que daqui a 2km terá um ponto de ultrapassagem. Além disso, quando não dá pra ser em 4 pistas, são 3 pistas que ficam revezando: em alguns trechos duas pistas pra lá e uma pra cá, noutros, troca. São os tais pontos de ulrapassagem. A placa que avisa sobre uma parada, mostra os restaurantes existentes, os postos de gasolina, etc. O que ainda não entendemos é como funciona o controle das estradas, já que não tem aqueles telefones de socorro ao longo dela e, desde de Vancouver, só passamos por um posto de polícia. De qualquer maneira, algum controle tem, pois todos os carros enguiçados que vimos estavam já acompanhados por um carro de polícia. Ah, sim, até agora, depois de rodarmos uns 1000km, só passamos por um pedágio, que nos custou 10 dólares canadenses.

Ah… já ia esquecendo. Lá em “Minas” tínhamos que pegar uma estrada secundária para voltar para a principal. Daí, quando chegamos nela, era um cruzamento. Vinha as duas mãos nas duas direções. De onde estávamos, na estrada secundária, tinha dois sinais: um para aqueles que queriam seguir em frente e outros para os que fossem virar à direita. Parei atrás do sinal dos que viravam a direita, apesar de ser bem longe da faixa de pedestres, e ficamos esperando. Todos os sinais abriram, fecharam e abriram de novo e nada do nosso sinal mudar. Nisso, já tem uma fila de carros formada atrás de nós. Daí eu vejo o motorista do carro de trás sair do carro e caminhar na nossa direção. Não sei se ele estava puto, mas muito simpaticamente, disse que precisávamos chegar perto da faixa de pedestres para que o sinal abrisse para nós. Isso mesmo… é assim que funciona aqui quando uma rua principal é cruzada por outra secundária. O sinal só abre pra secundária quando tem um carro querendo passar. Chegamos pra frente e, logo depois, o sinal abriu :)

Hoje estamos partindo rumo a Jasper, pela Columbia Icefields, que tem fama de ser a estrada mais bonita do país. Alguns lugares chegam a dizer que é do mundo!

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Escrito por K em Friday, July 14, 2006, às 23:05.

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1 Comentário »

  1. Comment by adriane

    Oi K q engraçado, tudo muito diferente de nós pobres mortais! Nunca iria imaginar tb,que deveria me aproximar da faixa p o sinal abrir, incrível! O q é conhecer outra cultura, principalmente com muito mais recursos? Gostei, adoro saber das diferenças… bjs saudades…

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