Você faria tudo de novo? Reflexões pré-imigração.

Você faria tudo de novo? Reflexões pré-imigração.

A sementinha começou com uma conversa entre o marido-to-be e eu. Fomos olhar as condições para o processo de trabalhador qualificado, fizemos o famoso teste on line. Viajamos pelo Canadá, conhecemos as principais cidades e decidimos que queríamos imigrar. Demos entrada no processo em outubro de 2006 e… e… e espera. Senta e espera. Depois de muito esperar, em junho desse ano o visto, finalmente, sai. Só que até podermos ir, em setembro, chegaríamos no início do inverno. Além desse, outros fatores nos fizeram decidir ir em março de 2009.

Nós escolhemos. Há mais de dois anos, nós escolhemos imigrar para o Canadá. Isso foi uma escolha já pensada e refletida. Pra mim, representou tomar as rédeas da minha vida e decidir o meu futuro. Como o texto do post anterior, “dá pra escolher”. Eu escolhi viver no Canadá.

O que veio depois, no entanto, muito pouco foi escolha minha. Muito pouco do que aconteceu nesses últimos anos (!!) foi decisão minha de fazer isso porque “eu quero”. Já faz parte da nossa vida pensar em segundo plano nos nossos desejos. Tudo depende da ida - ou não - para o Canadá. Isso é perder, em termos, o controle das coisas. Como já disse aqui, é viver esperando o futuro chegar. Um futuro que teima em fugir cada vez que chegamos perto dele. Enquanto isso, você continua no trabalho que você não gosta tanto assim, continua morando onde você não gosta tanto assim, continua com o carro que já não está lá essas coisas, o “projeto filho” é adiado por tempo indeterminado. Tudo porque no Canadá vai ser diferente, mas não sabemos como será.

Quando dei entrada no processo, não tinha noção de que esse período de espera minaria tanto minhas energias. Elas não acabaram, mas eu fui perdendo o ritmo, perdendo até a empolgação de ir pro Canadá. É tanta dúvida, se vai, não vai, quando vai, como vai, como fica, “e se”, “e se”, que chegou uma hora que eu cansei. Minha maior angústia e ansiedade nem é mais ir pro Canadá, mas ter minha vida de volta em eixos que eu possa guiar. Eu quero ser responsável pelo que vai acontecer comigo e não permitir que circunstâncias “extra-eu” tomem conta, como foi o Consulado até o visto sair, como é essa crise financeira agora (que, se piorar, muda tudo), como com uma série de outras questões.

Tudo isso pra dizer que hoje eu entendo muito bem o que significa aquele texto. “Dá pra escolher”, pra mim, significa ser responsável pelos caminhos que minha vida toma. Saber que eu posso o que eu quiser, basta estar disposta a me esforçar pra isso. É por isso que eu não passaria por esse processo de novo. Não permitiria que uma “força estranha” deixasse minha vida em suspenso tanto tempo. Talvez pudesse ser diferente, mas eu não consegui levar minha vida normalmente com essa grande interrogação que é a imigração.

O que eu faria? Eu iria com visto de estudante fazer um mestrado, por exemplo, assim que decidisse imigrar. Teria a experiência e, aí, sim, poderia escolher. Ainda que tivesse que voltar para aguardar o visto de residente permanente, eu saberia o que esperar da vida lá. Teria mais certeza da minha escolha e de que tipo de preocupação eu deveria ter. Dois anos, minha gente, é muito tempo pra pensar. É muito tempo. Minha cabeça é um minhocário, de tanta preocupação, medo e insegurança. A gente acaba vendo monstro onde não existe, simplesmente porque não há mais o que fazer além de imaginar como será tudo.

Na verdade, eu acho que eu lido muito bem com as escolhas, tenho feito as minhas até aqui. O que eu acho difícil, mesmo, é viver o luto das escolhas não feitas. Cada escolha representa um complexo de outras que ficaram pra trás. Isso, sim, é complicado pra mim. Ir pro Canadá significa viver o luto de ter escolhido (apesar de não ter sido nossa motivação, claro) deixar a família e os amigos, a vida estável. A escolha de imigrar representa um luto enorme. Esses dois anos de espera parece aquela morte anunciada, sabe? A gente fica remoendo aquilo, remoendo o que não vai ter mais, remoendo sobre o que pode acontecer, a saudade que vai sentir, vivendo, por antecipação, o sofrimento de abrir mão de tudo o que é bom que temos aqui. Tudo isso sem ainda ter todas as vantagens que o novo trará, as descobertas, experiências e conquistas que teremos a partir do exato minuto que colocarmos os nossos pés em terras canadenses. Nessa espera, nós vivemos um pedaço do luto, sem termos a nossa escolha.

Enfim, chega de reflexões. Nossa espera está no fim. A ida está marcada para março, falta cinco meses. Daqui a pouco, vamos ter que começar a tomar providências concretas para viabilizar tudo isso e o tempo vai passar mais rápido. Imagino que a sensação vá melhorar. Pra quem já esperou dois anos, cinco meses é tranquilo. Tenho um encontro marcado com o meu futuro no final de março. Se o futuro é canadense ou brasileiro temos que aguardar para saber.

Uma coisa está decidida: daqui a cinco meses, não importa o que acontecer, o futuro é meu. Não vejo a hora de reencontrá-lo.

Envie por e-mail.

Escrito por K em Wednesday, October 29, 2008, às 16:13.

28 Comentários (OBA!) »

  1. Comment by Carla

    Nossa K, que lindo!!!! Não sei se fiquei animada ou desanimada com seu post mas de qq forma me caiu como uma luva…o que vc diria a mim que esotu no começo do processo? quais são seus conselhos além de não entre, vá logo pro canada? agora eu ja entrei e vou esperar……..me ajuda com umas palavras…entra no meu BLOG..começou hoje…
    bjkas gdes
    Carla
    http://chocolateca.blogspot.com/

  2. Comment by Octavio

    K.
    Maravilhoso, mais nao da pra escrever por que a cabeca ficou a mil. So mais uma coisinha…tambem quero ir em marco…..
    beijos

  3. Comment by Silvia Faian

    Camila, é duro mais é verdade. Esse tempo nós sonhamos, esperamos, deixamos para depois, planejamos, refletimos, nos desesperamos, nos decepcionamos, chegamos até a achar que aqui não é tão ruim assim…. Mas agora nesta altura do campeonato, depois de tantas coisas chegar uma carta perguntando se queremos continuar(ainda não recebi), é de lascar! Mas nós conseguimos sobreviver até aqui, e apesar das circunstâncias atuais não serem favoráveis a uma mudança, acredito num futuro melhor, temos que acreditar!! Queremos fazer nosso futuro melhor!!
    Um abraço,
    Silvia

  4. Comment by Artur

    Filhote,
    Amar, a gente ama sem condições e gratuitamente, mas admiração tem motivos. E eu sempre te admirei, entre outras coisas, pela coragem em correr riscos. Entendo a preocupação com as incertezas, mas pense nas incertezas que existem na permanência. Imagine tudo isso ao contrário, com vocês ficando… existem certezas de que seria bom? Claro que não… dúvidas, também.
    O que posso te dizer do meu lugar, da minha experiência de vida é que vocês podem olhar para isso como se fosse o tal tempo de mestrado a que você se refere no seu post. Já conversamos sobre isso uma vez: pode até ocorrer isso na realidade! E se precisar, vocês voltam com uma puta experiência de vida que vale mais que uma porrada de mestrados, etc, etc, etc. E como vocês são jovens, dispostos e corajosos, dá tempo de recomeçar.
    Certezas de que será bom recomeçar? Certamente, não… novas dúvidas… mas é assim que as coisas são e, talvez, amadurecer seja descobrir que é assim que as coisas são: incertas, provisórias e inacabadas, para que você possa fazer… ESCOLHAS. Se tudo fosse pronto e acabado, definitivo, certo e garantido, que escolhas teríamos?
    Não quero dar uma de Poliana, mas pense nisso tudo pelo lado positivo, pois ele está aí. Basta ter olhos pra ver.
    Desculpe o tamanho do comentário, mas foi inevitável…
    Com muito amor,
    Pai.

  5. Comment by Dani

    oi Camila,

    vc realmente usou bem o espaço pra transmitir seus pensamentos. Acho que todos nós que decidimos dar uma virada na vida passamos por um período de reflexão. Li tb o post anterior sobre “dá pra escolher” e eu realmente acredito que dá.
    Não deixe que a “espera” te domine, faça dela seu caminho. Nós temos a mania de achar que só seremos felizes ao alcançar os nossos objetivos mas e o percurso ?
    Temos que ser felizes no percurso para chegar lá pois essa é a nossa vida…tudo bem se vc ainda não tem o carro ou a roupa ou o trabalho dos sonhos mas vc pode ser feliz ao acordar e ver seu marido sorrindo, por ter saúde…e nunca deixe de fazer o que vc quer hoje pois não sabemos nada do amanhã. SEJA FELIZ AGORA !!!!

    Beijos

    Dani

  6. Comment by Thadeu

    Olá Camila,

    Achei muito bom o post, pois acho que reflete muito o pensamento de muitas pessoas que tomam decisões dessa proporção com relação a vida, estou começando a me preparar também para me mudar pro Canadá, e a cada dia que passa são mil coisas passando pela cabeça, várias incognitas…
    Essa frase diz tudo “…O que eu acho difícil, mesmo, é viver o luto das escolhas não feitas…”, pois eu também fico pensando no que pode acontecer, mas o máximo que pode, é eu voltar com uma experiência de vida que eu nunca poderia experimentar por aqui.

    Vou continuar acompanhando os posts.

    Boa sorte para vocês.

    Abs

    Thadeu

  7. Comment by jeanne

    K,
    Acho que toda esta “angústia” é porque seu processo realmente demorou muito mais que o normal. Eu vivi essa ansiedade só por 11 meses (que pareceram 11 anos na época), mas sabe que às vezes até tenho saudade da espera? É uma época com menos problemas porque o que está em questão é o desprendimento material e de sentimentos.
    Ao chegar aqui você tem que recomeçar e muitas vezes tem dia que você pensa: quando é que as coisas vão acontecer, quando vc vai arranjar um emprego, etc. A saudade da família bate forte e vc não sabe o que fazer. Mas depois tudo passa, a vida entra nos eixos e vc pode desfrutar dos frutos da sua escolha.
    Mas eu entendo o que você está sentindo. Durante 1 ano nós tb ficamos nessa de fazer tudo em função de um visto que não sabíamos se ou quando iria sair, mas uma coisa foi boa: procuramos aproveitar ao máximo todos os momentos que tínhamos, principalmente depois do visto.
    Quisemos passar mais tempo com família, amigos, visitar um lugar pela última vez, ir a aquele restaurante caro mais uma vez, enfim, viver tudo o que sabíamos que sentiríamos falta aqui.
    Aproveite esse momento para curtir as pessoas e coisas que você gosta.
    Quando chegar aqui é outra história, é uma vida inteira pela frente para reconstruir.
    Bjs

  8. Comment by Octavio

    K,
    o comentario do Artur, seu pai, eh de chorar. Que paizao, hein!
    Artur, quando meus filhos crescerem, quero ser como voce!
    Forte abraco em voces

  9. Comment by Artur

    Pô, Octavio, assim quem vai chorar sou eu… rsrsrs
    Até porque vc tem o nome do meu pai…

    Abçs,

    Artur

  10. Comment by Ronaldo

    Olá Camila.
    No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, O personagem de Robin Williams, Professor Keating,em sua primeira aula fala sobre o que os antigos alunos falariam para os que estavam alí:
    “Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.”

    Pense um pouco sobre isso.

    Beijo.

  11. Comment by Eri Ramos Bastos

    A pior parte pra mim foi continuar no emprego que eu já não gostava mais tanto assim enquanto o visto não saia.

    E vou dizer o seguinte: No dia que veio o pedido dos passaportes a Flá me ligou no serviço pra avisar. Eu desliguei o telefone e já fui pedir demissão. Sangue nos olhos mesmo. :)

    Pior mesmo foram os últimos dias no Brasil. Até galão de água mineral acabou em casa e a gente se recusou a comprar: Pô, 20 litros de água se tamo indo embora amanhã? Vai da torneira mesmo.

    []’s

  12. Comment by Andréa

    Nossa, quanto comentário!! Cada um mais interessante que o outro, mas, com certeza, o comentário do seu pai é o melhor de todos. E sabe por que? Por que ele tá te dando a maior força pra você experimentar, tentar, conquistar. E não vai te julgar se você decidir voltar! Então, amiga, viva o agora e planeje o amanhã, não o contrário! Vai dar tudo certo, viu? Nós estaremos todos juntos nessa empreitada, nos ajudando, acalmando as saudades e comemorando as vitórias!

    Beijos,

    Andréa

  13. Comment by octavio

    Artur,
    coincidencia gigantesca: meu pai tambem se chamava Artur [tinha Manoel na frente, mas era Artur tambem]!
    Abracao

  14. Comment by Taís Jacques

    Nossa Camila se eu já tivesse com meu visto nas mãos e 5 meses de contagem regressiva, teria tantas coisas p/ fazer, que no fim nem me preocuparia com o resto, pq afinal uma coisa de cada vez…Tb contaria o tempo da seguinte forma, faltam somente 2 meses p/ final do ano, depois só + 2 meses p/ chegar março, portanto há pouco tempo e muita coisa p/ fazer… Aproveite ao máximo sua estada aqui, ainda mais morando na cidade maravilhosa, e pense que no começo do ano que vem, provavelmente vc começara sua vida no Canada, com talvez um monte de amigos blogueiros, que ainda estão na espera do visto…

    bjs

    Taís Jacques

  15. Comment by Flavia

    Camila,
    Entendo cada palavra do que vc escreveu, mas tenha certeza de que tudo isso amanhã terá servido de aprendizado. Como eu já te falei eu já passei por isso e voltei, mas tenho certeza de que mesmo com o eterno julgamento de todos (o que pelo lindo cometário do seu pai, não seria problema para vc) eu posso dizer que faria tudo de novo! E afinal estou fazendo, né?!
    Bjs,
    Flá.

  16. Comment by Mariana

    K, só posso dizer que vc “tirou as palavras da minha boca”… o negócio por aqui tá punk tb!

    Beijos, mari

  17. Comment by Magie

    Camila,
    Ontem à noite, aconteceram várias coisas que me fizeram chorar de acordar com os olhos inchados. Meu marido e eu estamos no processo, estamos parados no processo, né…
    Parece que ontem vc ouviu minha conversa com ele, e descreveu tudo aí em cima. Estou desanimada com essa demora (imagina, se com a coisa andando, demorou 2 anos, o q será com o processo parado).
    Eu entendo perfeitamente o que vc está sentindo. O trabalho, a casa, as coisas que vc compra… sempre pensa “vou levar isso para o Canadá”. Ontem tomei uma decisão, não vou mais falar sobre isso, não vou mais comentar, vou tentar abstrair pra ver se consigo segurar a ansiedade de um tempo que não tenho idéia de quanto vai demorar (só vou continuar lendo os blogs), a propósito, meu marido e eu assinamos seu blog e estamos acompanhando sempre suas experiências, esperamos que esses meses passem logo, que tudo dê certo, tenha certeza que estaremos acompanhando e torcendo pra em breve viver as mesmas experiências.
    Brigada, viu… :)
    Bjos

  18. Comment by Marilena

    Eu acho que ainda Não conigo pensar como vc; pode ser que quando estiver com os passaportes em mãos eu acabe pensando assim. Pra mim, esta demora no processo é desesperadora porque vejo as coisas paradas aqui, me sinto de mãos amarradas com casa, carro e todas as outras coisas que não posso mudar e ainda tenho que manter a vida das crianças o mais normal possivel. Hoje paguei a segunda parcela da escola da Helena para o ano que vem, já estão todos devidamente matriculados em suas escolas por exemplo. Tenho que comprar roupas de verão pra todos porque as do ano passado já não servem mais e não posso deixa-los sem brinquedos e outras coisas que não poderei levar mas sou obrigada a comprar por não saber quanto tempo ainda estaremos por aqui. Estas coisas dificultam muito a vida e por isso eu fiz mais ou menos como a magie, não tenho mais falado muito sobre o processo. parei de fazer pesquisas, nao penso mais em coisas praticas como a cidade onde vamos viver, o bairro, escola e estas coisas. Eu leio os blogs e muitas vezes nem comento, acompanho alguns grupos de discussão mas tento me concentrar mais na nossa vida aqui em São Paulo mesmo. Tem sido dificil mas está sendo melhor assim porque eu estava muito muito angustiada.
    Mas, se eu descobrisse que meu processo foi perdido e que eu tenho que entrar com o processo novamente, eu entraria e começaria tudo de novo. Talvez eu pensasse em uma alternativa como um doutorado também, mas ainda acho que todo este desgaste vai valer a pena.

    bj

  19. Comment by Patricia Garcia e família

    K,
    Pode ter certeza de que tudo o que você escreveu, é o que todos os que estão na fila do processo pensam, mas nunca ninguém conseguiu expressar tão bem como você fez. Foi muito bom ler as suas reflexões. Obrigada!

  20. Comment by Sandro

    Amiga,

    Parabéns pelo post e pela inspiração na hora de colocar no texto os sentimentos que tomam conta de todos nessa longa jornada rumo ao Canadá.

    Agora que já recebi o visto depois de 22 meses de processo, apesar de todo o sofrimento da longa espera, do medo, das incertezas e de deixar a vida parada esperando uma definição do consulado posso te garantir que se precisasse FARIA TUDO DE NOVO…..

    Do excelente comentário do seu pai a parte que mais gostei foi: Se tudo fosse pronto e acabado, definitivo, certo e garantido, que escolhas teríamos?

    Vida que segue….

    Abração

  21. Comment by Gilberto e Fernanda

    Parabéns pelo texto. Faço um pedido: Quando você puder, gostaria que explicasse um pouco mais como é que funciona - na prática - esta escolha de quando ir. Já li muita coisa na teoria, que o limite para ir é o prazo de validade dos exames médicos e etc mas, como disse, era tudo escrito apenas na teoria. Como vocês tomaram esta decisão, devem ter visto como de fato funciona, antes de decidir. Se puder explicar, agradeceria, pois é um fato que pode ocorrer com todos nós. Muito obrigado.

  22. Comment by silney

    Ola…por tudo que vc escreveu , foi o q me levou a tirar um tempo para me recompor.
    Imagina eu que nem entrei no processo ainda, e ainda vou enfrentar algo q nem temos conhecimento direito…é tudo punk mesmo…e ja estava me sentindo assim…sem controle da minha vida…e temi..temi passar um , dois anos sei la quanto tempo sem controle da minha vida.Vivendo o futuro, lembrando do passado e esquencendo q temos um PRESENTE para viver q é mais valido q qq futuro.
    Gente essa coisa de imigrar é doidera ne?rsrsrs..
    Bem novembro esta aqui já..o q era distante..esta na nossa porta….e agora???…mais um pouco de espera pelas definiçoes que ainda nao chegaram..e enquanto isso….euzinha quero só saber e planejar meu natal em familia!!!
    Canadá..aí realmente é um sonho..q será realizado sim…mas..deixarei para sonhar só á noite quando me deitar..o resto do tempo… quero viver !!! .
    Abraços pra vc..e muitas felicidades…

  23. Comment by Chris

    Oi!
    Entendo muito bem por tudo que vc está sentindo, pois comigo não foi muito diferente, a não ser pelo meu processo ter sido mais rápido; o fato é que no começou nos deixamos meio que levar pelo oba-oba de morar fora.
    Mas, a verdade é que por mais pesquisa que tenhamos feito, etc; a hora que o visto chega o frio na barriga chega com tudo, pois a coisa se torna real.
    De qq forma vc verá que chegando aqui vc terá um plano mais conccreto de vida; pois o pior do processo é exatamente isto viver adiando o futuro; enquanto todos ao nosso lado vive.
    As vezes atée coisas mais simples se tornam uma incógnita, quantas vezes eu quiz comprar algo, mas depois me questionava: como eu iria levar tal coisa para o Canadá,tendo tantas outras que me desfazer.
    Seja como for a escolha foi feita, siga seu coração que tudo mais se arranja.
    Bjos

  24. Comment by Renata

    K, eu já passei por essa fase também, meu processo não terminou ainda e esse luto também me perseguiu por alguns dias e noites, e ainda me persegue.
    É frustrante, a gente pára tudo em função de um projeto mas acho que como disse seu pai, com muita sabedoria e com certeza muito amor e sinceridade, a vida é assim, não temos controle de nada, temos que ir vivendo cada dia. Eu tb tenho esse apoio incondicional da minha mãe e isso facilita demais minha decisão. Vamos em frente. Vai dar tudo certo, mesmo que saia tudo errado!
    Bjs

  25. Pingback by Canadian Experience Class - Nova classe de imigrantes

    [...] minhas reflexões, eu disse que, hoje, tentaria chegar ao Canadá - regularmente - por outro caminho. Isso pra não [...]

  26. Comment by Vitor

    Oi Camila, tudo bem?

    Queria desejar meus parabéns pelo excelente post! Gostei muito mesmo! Você conseguiu falar de uma forma muito clara muitas coisas que, nós imigrantes, sentimos e as vezes nem sempre sabemos expressar! Parabéns, Camila!

    Um grande abraço!

  27. Comment by Eliane

    Camila, com um pai como o seu, nem pense duas vezes. Aí é que temos a certeza de que, se um dia não der certo, teremos alguém em quem confiar, alguém que não nos vai culpar ou dizer “eu não te disse que não ia dar certo?”, como muitos por aí. Confie em si mesma e sinta o amor tão lindo do seu pai, que me emocionou muito. Sei que minha família me ama, mas não me dão o apoio que eu gostaria de ter, de tentar coisas novas e, se não der certo, pelo menos tentei. Você tem isso, e é muito legal, incentivador. O mundo lá fora é muito grande e, se pudermos experimentar um pouquinho do que Deus fez para nós, estaremos satisfeitos. O Canadá é um dos melhores países para se viver, falo por experiência própria. Vai fundo e seja feliz.
    Um abração e boa sorte, e diz para o seu pai que ele é o melhor.

    Eliane

  28. Comment by Eliane

    Aliás, até bom gosto no nome ele tem!!! Minha filhinha se chama Camila. :)

    Eliane

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