Folha do Canadá

Thursday, September 17, 2009

Bazar da K

Categorias: Bazar

Eu sei que a maioria dos meus leitores é de pessoas que estão contando os dias para partir desta para a melhor, digo, para ter uma vida melhor no Canadá, ou já estão do lado de lá. No entanto, todos vocês têm famílias que ficam e, quem sabe, a sogra, a irmã, a cunhada, alguém precise de algo que a gente tenha pra vender. Os estoques são exclusivos e vão acabar rápido (rs)! Tem links para os produtos aí embaixo, mas ficará tudo na página Bazar da K, que está na coluna da esquerda.

É até possível que tenha algo que interesse para quem está indo. Por exemplo, tem vários livros em inglês, DVDs, coisas que ajudam a melhorar a fluência no idioma. Tem uns três anos que li pela primeira vez um livro em inglês e o que posso dizer é que meu vocabulário e minha escrita na língua melhoraram muito. Os DVDs nós assistíamos com legenda em inglês e de uns meses pra cá já abolimos as legendas. Tudo isso vai somando e, ao chegar lá, tudo soa mais natural.

Temos várias outras coisas para vender, mas deu muito trabalho fazer do jeito que fiz aqui. Então estou colocando o que está pronto e vou pensar o que fazer no futuro. Talvez vá acrescentando coisas ou invente alguma outra forma. Enquanto isso, vou descobrindo se a idéia vai funcionar.

Para comprar, basta deixar um comentário no post com o produto anunciado. Para comprar, basta deixar um comentário no último post que eu tiver escrito indicando o produto. Eu entro em contato por e-mail para acertar as questões de entrega e pagamento. O primeiro comentário será do comprador. Se a compra não for concretizada, entro em contato com a pessoa que fizer o comentário seguinte.

Se não for possível fazer a entrega pessoalmente, envio por encomenda normal dos Correios. Se a compra for acima de R$50,00, o valor da entrega é por minha conta (desde que seja nacional por encomenda normal).

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Escrito por K, às 16:45.

Tuesday, September 15, 2009

Career Exploration

Categorias: Uncategorized

Nos últimos posts e ao longo da existência deste blog, eu tenho falado sobre que carreira eu devo escolher no Canadá. Aliás, devo, não, que carreira eu quero escolher no Canadá. Dever por dever, provavelmente, eu deveria continuar no Direito, que, tanto quanto aqui, tem um bom retorno financeiro no Canadá. Mas sabe como é, cometer o mesmo erro duas vezes na vida não é lá muito inteligente.

Quem me conhece um pouco melhor ou acompanha esse blog há um tempo, sabe que já oscilei entre várias áreas, tão opostas quanto Psicologia e Matemática. Vocês podem imaginar a minha alegria quando, ao longo de uma conversa com uma pessoa recém-conhecida enxerguei uma luz no fim do túnel. Tínhamos acabado de chegar em Toronto (aos pára-quedistas: eu estou no Rio, Brasil) e fomos reencontrar alguns amigos, que levaram novas pessoas para o grupo. Conversa vai, conversa vem e uma das mulheres diz que ela mudou de profissão depois que chegou no Canadá. Perguntou “como, porquê, onde” e ela disse que tudo começou num workshop de career exploration no JVS Toronto. A intenção do curso é o que o nome diz: explorar as infinitas opções de carreira.

No dia seguinte, lá estava eu na filial de downtown do JVS Toronto. Infelizmente, as coisas não eram tão simples. Eu tinha que primeiro participar de uma sessão de apresentação, onde uma das funcionárias falaria sobre todos os workshops e serviços oferecidos pela instituição. Não importa se você já sabe o que quer (once in a lifetime!), tem que passar pela tal sessão. Só depois você pode pedir pra se inscrever num ou noutro workshop.

Enquanto eu esperava a data da próxima sessão, duas semanas depois, eu comecei o workshop de “como procurar emprego” no Skills for Change. Numa das aulas, o professor fala sobre como é importante nós nos conhecermos bem, sabermos identificar nossas qualidades, para, assim, vendermos nosso peixe para uma empresa. O bom vendedor conhece muito bem seu produto, não? Uma das formas para aprofundarmos esse conhecimento sobre nós mesmos, dizia o professor, era fazer um workshop de career exploration. Ele mesmo tinha feito uns anos antes e decidido mudar de carreira. Na vida passada, ele trabalhava com informática.

É, parecia que eu estava no caminho certo. O único problema é que quando eu finalmente consegui me inscrever para o workshop só tinha vaga quase dois meses à frente. Não tinha argumentação que funcionasse, tinha que esperar. Decobri que outros lugares também ofereciam esse tipo de curso, como o Humber College, mas todos tinham o mesmo procedimento para começar e sempre com uma espera grande.

Finalmente chega a data e começo o meu workshop. Poderia escrever um pequeno livro sobre ele, mas vou tentar resumir antes de esse post ficar chato demais. O primeiro detalhe é que fiz um curso só para mulheres, pois a filial de downtown do JVS é “women only”. Esse workshop faz parte do programa Women in Successful Employment (WISE).

Ao longo das duas semanas de curso, fazemos três testes vocacionais, que têm marca registrada e tudo! São eles: Personality Dimensions, Skill Scan e Who Am I?. O Google deve estar cheio de informações sobre eles, pois parecem ser testes abrangentemente usados. Várias colegas de classe disseram que já tinham feito alguns deles quando estavam na escola. 

Cada um desses testes e outras atividades que fazemos indicam um série de profissões ou áreas que são compatíveis com o seu perfil. Nós vamos anotando todos esses resultados numa única planilha, pois no final fica bem legal olhar as coincidências, ou não, entre eles.

Além disso, tem um material interessante sobre como enfrentar as barreiras no caminho, passos para conseguir tomar grandes decisões, relacionar-se com outras pessoas, enfim, uma série de cosias que aqui pode soar como auto-ajuda barata, mas que, pelo menos pra mim, foi bem útil e enriquecedor.

Um coisa que não tem preço nesse grupo é a vivência com as outras pessoas da turma. No meu caso, a maioria era canadense e tinha algumas imigrantes, mas que já estavam no Canadá há vários anos. Descobri muito sobre o Canadá, o mercado de trabalho e os hábitos do lugar, principalmente questões profissionais. Tipo, é comum eles terem 10.000 empregos diferentes e ainda estarem procurando por algo novo! Tinha dias que quase virava uma sessão de terapia em grupo, pois a escolha profissional tem tudo a ver com sua vida, sua história, e a gente acabava dividindo parte disso na turma.

O ponto alto do curso é o dia da apresentação. A essa altura, nós já fizemos todos os testes vocacionais previstos e estamos com a nossa planilha completa. Cada aluna recebe uma cópia da sua planilha (com os seus resultados) e você se apresenta para o grupo, falando um pouco mais sobre cada questão, explicando suas prioridades, suas dificuldades, etc. Aí você se cala e o grupo “brainstorm” opções de profissões para você. Nesse momento você não pode falar nada, apenas ouvir enquanto as outras falam e a professora escreve tudo numa cartolina. É muito interessante ver o que sai, tem coisa que nunca te ocorreu. Uma das minhas colegas estava certa – e cismada – que eu tinha que ser política! Ela dizia que o Canadá precisava de alguém como eu – rs!

Você não sai do curso com a certeza do que vai fazer, mas sai com muitas ferramentas para decidir. Minha única reclamação é que falta informação sobre educação formal, que tipo de curso leva a quê, para ser o profissional X, você tem que fazer o curso Y, esse tipo de coisa. Teoricamente, sua orientadora (cada uma tem a sua) deveria trabalhar isso individualmente com você, mas eu devo ter dado azar, pois a minha falou que eu tinha que pesquisar. Como se eu já não soubesse disso! Infelizmente, pesquisar sozinho nem sempre é suficiente, mas é um caminho. Pode demorar mais, mas eu chego lá (sempre contando com a ajuda dos meus leitores queridos).

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Escrito por K, às 17:25.

Wednesday, September 9, 2009

Vizinhanças de Toronto e outras histórias

Post ultra rápido porque hoje é dia de fazer o trabalho de contabilidade e a coisa está cada vez ficando mais complicada. No entanto, não queria deixar de compartilhar com vocês duas novas descobertas.

A primeira é que o The Star lançou uma versão mais nova do mapa de vizinhanças de Toronto. Falam em tantos nomes, cruzamentos da rua tal com a rua tal, que é fácil ficar perdido. Então eu sempre fico de olho nesses mapas que nos ajudam a identificar como é conhecida cada região. Daí, é só dar uma pesquisada no Google pra saber se é um lugar legal ou não. Muito importante pra escolher onde morar. Eu não tive muito tempo e a internet aqui de casa anda de mal a pior, então não sei se a experiência que eu tive com o mapa é a mesma que vocês terão. Pra mim, ficou tudo meio lento, mas, enfim, aí está para vocês experimentarem.

A segunda é que graças a um grupo de discussão fui apresentada ao site OiToronto!. Explorei pouco o site, mas gostei muito da coluna “Eu não sou daqui“, que traz histórias - em vídeo e texto - de brasileiros que imigraram para a cidade. É sempre bom ouvir e aprender com a experiência dos outros e em vídeo fica tudo mais real. Espero que gostem.

Agora deixa eu enfrentar esse bicho de sete cabeças aberto na janela do Word aqui do computador.

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Escrito por K, às 11:35.

Friday, September 4, 2009

Planos a todo vapor

Categorias: Educação, Preparação

No último post falei sobre parte dos meus planos. Agora eles já não são bem planos, são a realidade dos meus dias. Hoje resolvi a última questão do curso de Law Clerk que começa semana que vem (uma longa novela…) e um outro curso, que não comentei no post anterior, já está em andamento. Um outro já começou e já acabou. É, faz tempo que não passo por aqui.

Bom, tudo o que comentei no post anterior está diretamente relacionado à necessidade de arrumar um emprego quando chegarmos lá, num futuro próximo, mas, como já falei, não parece ser o que eu quero pra minha vida, pro futuro futuro. Então, pra tentar descobrir o que eu quero e gosto de fazer profissionalmente, decidi fazer outros cursos. No curso de orientação vocacional que fiz no JVS Toronto, apesar de não ter encontrado uma resposta exata, entendi que eu gosto mesmo de lidar com relações do consumidor e que quero trabalhar para garantir que o cliente seja cada vez melhor atendido por uma empresa. E, não, não quero ser a advogada que processa a empresa, gostaria de ser a pessoa dentro da empresa que trabalha para melhorar esse relacionamento.  Seria como trabalhar com controle de qualidade dos serviços. Alguém sabe o nome disso? Se souber, pelamordedeus, me fale.

Depois de toda essa análise, lá fui eu pra internet procurar que tipo de curso eu poderia fazer, se não para trabalhar com o que eu quero, para me colocar no caminho. Procurei graduações, mestrados, colleges, até doutorado eu fui atrás. O MBA seria uma possibilidade, mas eu não quero fazer sem ter experiência na área de administração. Sei lá, sempre fui contra emendar o mestrado na graduação (apesar de entender que o mercado vem exigindo cada vez mais isso) e, antes de um MBA, tenho outras prioridades para atender. Além dessa, nada mais me pareceu direcionar pra esse tipo de trabalho. Até que achei um curso online do Centennial College que pode ser o primeiro degrauzinho e, principalmente, pode me mostrar se eu gosto mesmo dessa área, pois tem matérias nas áreas de contabilidade, negócios, gerenciamento, atendimento ao consumidor,… tudo muito básico - até porque é um curso rápido e online -, mas que pode ser justamente o que eu preciso pra me firmar nessa decisão.

E é uma das matérias desse curso que estou fazendo: Financial Accounting 1, ou seja, o início da contabilidade. Aliás, contabilidade é outra opção que, apesar da fama de chatice, não me desagrada. Eu gosto de números, gosto de controlar dinheiro. Entrar no mercado de contabilidade no Canadá não me parece muito difícil, pois sempre existem vagas disponíveis e existe uma enorme graduação dos profissionais (desde a pessoa que simplesmente mantém os registros ao cara responsável pelos relatórios anuais das grandes empresas). Já estou entrando no segundo mês do curso e tenho gostado bastante. Quando sento pra fazer meus trabalhos é mais uma diversão do que uma obrigação.

E o outro mundo que estou descobrindo é dos “organizers”, conhecem? São profissionais que organizam casas, escritórios, empresas, enfim, qualquer espaço que precisa de uma mãozinha para sair da bagunça e ir para uma situação em que é fácil manter as coisas em seu lugar. Você encontra qualquer coisa que precisa em menos de um minuto. Na verdade, comecei a me interessar por isso porque minha casa é a filial do inferno em termos de (des)organização. Sério. Outro dia quase tivemos um acidente, pois um móvelzinho que estava entupido de coisas em cima (e quando eu digo entupido estou falando numa pilha de coisas três vezes maior do que a altura do próprio móvel) não aguentou o peso e tudo veio abaixo. A sorte é que não estávamos no cômodo, se não a gente podia ter se machucado.

Comecei a pesquisar na internet dicas de como organizar algumas coisas por aqui e acabei descobrindo que existem várias dicas simples de serem executadas, mas que você nunca pensou antes e que podem facilitar muito sua vida. Em agosto, fiz um curso sobre o tema no SENAC, pois acreditava que saíria de lá repleta de novas dicas e com soluções para os meus problemas. Bom, mais ou menos. Infelizmente, o curso não atingiu minhas expectativas, mas serviu pra eu pensar no assunto. Comprei um livro que tem sido muito útil. Se essa é ou nào uma opção de profissão pra mim, não sei. Acho que não, pois envolve mexer demais com poeira, sujeira, coisa que minha mão não dá conta. Mas estou empenhada em deixar a casa arrumada, o que vai melhorar nossa qualdiade de vida e ajudar muito na hora da mudança.

Então é isso. Essas atividades são parte do motivo pelo qual ando ausente. A outra razão é que tem sido difícil continuar vivendo e respirando Canadá sem estar lá. Não estava me fazendo bem viver emocionalmente em outro país, então dei uma desligada do que eu pude. É por isso que não tenho postado, não tenho acompanhado as dezenas de blog que tenho no meu Google Reader, nem tenho lido o The Star mais! Mas eu vou levando até a nova ida chegar.

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Escrito por K, às 17:04.

Tuesday, June 30, 2009

O plano

A ordem é se preparar para o mercado de trabalho em Toronto. A idéia não é atingir o objetivo final assim que chegarmos por lá, mas conseguir um emprego que pague por volta de 40k/ano para que eu possa sossegar um pouco. Pensar no que eu realmente quero, me preparar para um MBA e, claro, ter o tão esperado filho. De onde eu tirei esse valor de 40k/ano? Bom, esse é mais ou menos o teto para o qual o governo paga a licença maternidade (lembrando que o valor pago é apenas 55% disso). Então, não adianta ter um super salário se na hora de tirar a licença sua renda vai ter uma queda enorme (a não ser que, além de ter um super emprego, você trabalhe numa super empresa que tenha um super plano de “top up”).

Ok, e qual a forma mais rápida de entrar no mercado de trabalho com um salário razoável? Procurar um emprego numa área que você conheça e tenha experiência. Minha experiência é como secretária mexendo com processos judiciais, no Brasil. Não é exatamente uma profissão boa para quem pretende imigrar, mas nada que um pouco de determinação não resolva.

Lá no Canadá, isso que eu faço pode ser chamado de “Legal Secretary” ou “Law Clerk”. São atividades que não exigem registro ou licença de qualquer instituição. No entanto, existe o ILCO (Instituto de Law Clerk de Ontário), que oferece provas para quem quiser ser Law Clerk “oficialmente”. E prova é comigo mesma. Não que eu goste de prova, mas gosto de meios objetivos que comprovem sua competência, pelo menos para fins de emprego. (Não confundam as coisas… não estou dizendo que quem vai mal em provas é incompetente, longe disso. Mas quando as provas existem é um meio teoricamente indiscutível de dizer que você está apto para aquela atividade.) Não é preciso comprovar nada para fazer essas provas do ILCO (são quatro), ou seja, basta estudar.

É para isso que vou fazer o curso online de “Civil Litigation”, cujo material é preparado pelo próprio ILCO e oferecido por diversos colleges na província. Das quatro áreas, essa é a mais complexa e, consequentemente, mais importante. A prova será em março e talvez seja a data que determinará nossa volta às terras canadenses. Ainda não defini através de qual college vou fazer o curso, pois apenas um abriu as inscrições. Os outros sequer liberaram os calendários, então, estou na espera.

Esse curso me apresentará ao mundo jurídico canadense e vai me preparar para a prova. A tal entrevista de emprego que fiz foi para uma vaga de Law Clerk, ou seja, o meu currículo atrai esse tipo de oferta. Passando na prova, imagino que estarei dando um enorme passo à frente no que diz respeito à minha empregabilidade. Só que ainda tem um porém. Na entrevista, o advogado ficou preocupado com a minha redação em inglês. Não bastou eu dizer que meu currículo (que ele já tinha elogiado) tinha sido escrito por mim, pois ele ficou desconfiado dessa informação depois que ficou sabendo que eu estava fazendo um workshop no Skills for Change.

Solução? Um certificado que demonstre minha habilidade para escrever documentos em inglês, já que é o que farei trabalhando como Law Clerk. Na minha opinião, nesse caso, não serve qualquer curso que te dê um certificado, tem que ser algo reconhecido, sólido, que acabe com essa questão. Pesquisei e encontrei um curso de “Escrita para Negócios” oferecido pela Universidade de Toronto, também com a opção de ser feito online. Ele é todo feito através da internet, mas a prova final é presencial. Então eu devo fazer o que começa em novembro, cuja prova será aplicada em maio. Eu posso estar enganada, mas acredito que se eu tiver boas notas nesse curso não precisarei enfrentar a suspeita de que meu inglês não é suficiente para esse tipo de trabalho.

Com isso, eu espero ter menos dificuldade para encontrar um emprego fazendo o mesmo que eu fazia aqui no Brasil. Se eu tiver sucesso, terei o salário que pretendo e descobrirei, na prática, como funciona o sistema legal canadense. Quem sabe eu não resolvo prosseguir no Direito, né? Ironicamente, apesar disso significar mais uns 6 anos de estudo pela frente, seria o caminho mais fácil a seguir.

Eu não acredito que isso vá acontecer. É por isso que esse plano não acaba aqui. No próximo post, a continuação do plano que será executado ao mesmo tempo que esse. Dessa vez, para eu tentar encontrar algo que eu realmente goste de fazer profissionalmente.

Antes que chovam comentários com a pergunta, só está sendo viável fazer esses cursos online porque, como já sou residente permanente, eu pago tarifa doméstica. De outra forma, eu teria que pagar os valores para estudantes internacionais, que são consideravelmente mais caros.

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Escrito por K, às 17:48.

Thursday, June 25, 2009

A volta dos que não foram

I know, I know… let’s skip this part.

Nós fomos pensando que ficaríamos, voltamos, fomos de novo e cá estamos de volta à “Cidade Maravilhosa”, morrendo de saudade daquela cidade maravilhosa. Ok, Toronto não é geograficamente tão linda quanto o Rio e, pra confessar, nem foi minha primeira opção de destino canadense. Mas Toronto é Canadá e Canadá é tudo de bom.

Não dá pra dizer que é um lugar perfeito, porque nenhum seria. Os trens do metrô e os ônibus estão constantemente sujos, eu mesma catei muito jornal que estava espalhado pelo chão para jogar no lixo. Na calçada por onde eu passava para ir pro ponto de ônibus tinha um desnível onde tropecei várias vezes e minhas amigas do curso me explicaram que era responsbailidade da Prefeitura e que nem adiantava reclamar. Ou seja, problemas.

Mas eu podia andar com o meu super celular na mão, enviando e-mails, consultando o mapa. Podia usar meu notebook no ônibus. Ia na última sessão do cinema na cidade vizinha (Mississauga) e voltava sozinha, de ônibus. Comprava um produto que não funcionava como prometido e devolvia, no questions asked. Tinha cinemas, shoppings, grandes bibliotecas, parques, tudo à minha disposição e não precisava morar no meio de arranha-céus, carros apressados e população de rua para ter acesso aquilo tudo. Isso tudo existe lá também, mas no centro da cidade apenas e, em poucos minutos, é como se você estivesse na sua casa de campo.

Enfim, agora estamos de volta à nossa realidade, que é o Rio de Janeiro por mais alguns meses. A empregada foi dispensada, alguns utensílios foram trazidos do Canadá para ajudar nas arrumações e eu agora sou dona de da casa. Minha meta no próximo mês é tentar dar conta da bagunça, deixar tudo em ordem, para, então, poder me dedicar a outros projetos.

Do que estou falando? Bom, agora que tenho o status de residente permanente, posso me matricular em cursos e pagar a taxa “doméstica”. Depois de fazer minhas pesquisas, tracei um plano de ação para melhorar minha empregabilidade quando formos definitivamente para Toronto. E esse será meu trabalho pelos próximos meses.

Curiosos? Bom, eu conto o plano no próximo post, assim eu me forço a voltar aqui e não deixo acumular poeira de novo.

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Escrito por K, às 15:14.

Monday, May 4, 2009

Morando num basement

Categorias: Meu diário

(escrito antes da volta)

Não é fácil. O lugar onde estou morando, na verdade, nem é um basement completo. O proprietário fez dois cômodos como se fossem conjugados. Nesses cômodos - num deles é onde eu moro - tem uma mini cozinha com fogão, geladeira, pia e armário e um banheiro. Então, na verdade, eu tenho tudo o que preciso sem precisar dividir com ninguém, mas é como se fosse um quarto de hotel, bem pequeno. A lavanderia, como costuma ser, é dividida com os donos da casa e com a menina que aluga o outro cômodo, nas mesmas condições que o meu.

From Canadá - Landing

Tem várias questões que envolvem morar no subsolo e que, na minha opinião, impedem que essa seja uma situação duradoura. A principal delas, eu diria, é o barulho. Você escuta todos os barulhos da casa, bem alto. Passos, mesmo de adultos, são ouvidos em detalhes. E se você der a sorte que eu dei de ir parar numa casa com crianças, a situação fica mais complicada. Os pentelhinhos brincam de correr, de jogar bola, de pular, tudo em cima da sua cabeça, fora os gritos e os choros. No verão, imagino que a situação fique melhor, pois eles têm o quintal para brincar, mas enquanto a temperatura lá fora não é convidativa, não tem jeito, isso tudo vai ser feito dentro de casa, em cima de você.

Outra questão desagradável é a iluminação. No nosso caso, até que temos duas janelas minimamente grandes, mas o problema é que as janelas, em si, não recebem muita luz, pois ficam na sombra da casa do lado, que, apesar de não ser grudada na nossa, é bem perto. Apesar de termos iluminação no teto, elas não são claras o suficiente. Semana passada, por exemplo, tive alguma alergia que deixou minha pele vermelha e tinha que verificar na rua se já tinha melhorado, pois lá dentro não dá pra ter muita noção por conta da falta de claridade.

Ainda tem a temperatura. Aparentemente, o basement (porão) fica 5º C graus abaixo da temperatura da casa. Ou seja, se o dono da casa está de camiseta com seus 23º C, você estará de pijama nos 18º C. Daí você pensa, “ah, mas 18º C não é tão ruim assim”. E eu te digo, não é tão ruim assim quando é na rua, dentro da sua casa, num basement, o tempo todo, é ruim, sim, muito. Até porque você está vindo de uma temperatura bem fria na rua e quer ficar em algum lugar quentinho, aconchegante, se livrar das roupas e ter um pouco de liberdade. A 18º C você não tem isso. Tudo fica gelado e a sensação de umidade aumenta. Nào é confortável. E, no meu caso, a temperatura que fica é 17º C. E o maior problema é que você não pode controlar isso. Então, por exemplo, tem dias que o dono da casa resolve desligar o aquecimento à noite e você não pode fazer nada, só colocar mais roupa e usar mais cobertor.

Depois de uma semana com uma tosse que não passava por conta de sentir frio o tempo, resolvi tomar uma atitude e, enfim, solucionei o problema da temperatura. Por 24 dólares comprei um pequeno aquecedor elétrico, bem levinho, na Canadian Tire. Nossa, foi minha salvação! Agora eu o ligo e desligo quando quero e, se for minha vontade, elevo a temperatura do meu quarto para até 28º C. Foi uma libertação. Agora, em casa, estou sempre na minha tempratura preferida, que é 24º C. Aliás, descobri que essa é a temperatura ideal para comer o Lindor, da Lindt. Ele não fica derretido, mas o recheio de dentro fica molinho. Delícia!

Outras questões de morar num basement inlcuem ter que dividir a lavanderia com o dono da casa, o que significa que ele pode fazer o que quiser no espaço das máquinas. Aqui, por exemplo, é um caos. Tem montes de roupas espalhados por todos os lados, as máquinas ficam meio sujas por cima, além de ter um varal no meio do cômodo. Sendo num prédio, por exemplo, existem regras que todos os moradores devem seguir, o que torna o compartilhamento mais viável. Sendo na casa dos outros, não tem jeito, você tem que aturar.

Mais coisas desgradáveis são, por exemplo, ter que sentir o cheiro da casa, que é espalhado pelos dutos de aquecimento. Aqui, por exemplo, tem sempre um cheiro estranho de comida ou sei-lá-o-quê. Essa situação eu contornei com um aromatizador de ambientes, o que tem funcionado. Mais uma é não ter  área de serviço, como um tanque, para poder guardar produtos de limpeza, vassoura, lavar panos, etc. Minha opção pra isso é usar o chuveiro. Ah, sim, e, normalmente, uma preocupação ao alugar um basement deve ser a altura do teto, que pode ser bem baixo. No nosso caso, no entanto, a altura é bastante razoável e não incomoda.

Uma curiosidade daqui é que o quadro de luz da casa fica dentro do meu armário. Isso é ruim porque, como aconteceu outro dia, eu estava no meio de uma crise de saudade quando tive que deixar o dono da casa entrar para religar um disjuntor que tinha desarmado. A vantagem é que numa outra situação eu usei o secador de cabelo enquanto o aquecedor ainda estava ligado e o disjuntor desarmou. Sendo lá dentro, eu mesma pude resolver a situação, sem ter que pedir ajuda ao proprietário.

Enfim, morar num basement não é o fim do mundo e não me arrependo de ter alugado o nosso pelos três meses. Fizemos essa opção por conta da economia que representou, já que pagamos apenas 600 dólares por mês, com todos os serviços incluídos (utilities, TV a cabo e internet, além da lavanderia). Outros lugares que vimos chegavam a 1000 dólares/mês, sem todas assas facilidades. Só pra lembrar, locação por períodos curtos costumam ser mais caras do que por períodos maiores. No entanto, a longo prazo, não moraria nessas condições. Tendo data pra acabar pode ser uma boa alternativa, como foi pra gente.

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Escrito por K, às 15:34.

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